quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Elisa Lucinda,uma poeta que muito me diz.


A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida

Que eu já to ficando craque em ressurreição.

Bobeou eu tô morrendo

Há dores que sinceramente

eu não resolvo, sinceramente sucumbo

Há nós que não dissolvo e me torno moribundo de doer

daquele corte do haver sangramento

e forte que vem no mesmo malote das coisas queridas,

Vem dentro dos amores, dentro das perdas

de coisas antes possuídas dentro das alegrias havidas.

Há porradas que não tem saída.

Há um monte de "não era isso que eu queria"

Outro dia, acabei de morrer depois de uma crise sobre o existencialismo.

Hoje, praticamente, eu morro quando quero.

Às vezes ,só porque não foi um bom desfecho

ou porque eu não concordo,

Ou uma bela puxada no tapete ,

ou porque eu mesma me enrolo.

Não dá outra :tiro o chinelo

E dou uma morrida

Não atendo telefone, campainha

Fico aí camisolenta em estado de éter

nem zangada, nem histérica,

nem puta da vida.

To nocauteada, tô morrida

ELisa Lucinda


Postado por Cris Poulain.

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